quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Exposição "Brasil Brasileiro" - CCBB Rio


A exposição reúne dois séculos de pintura que mostram o impacto da paisagem sobre o artista, a paixão que o Brasil despertou mesmo junto a artistas estrangeiros e a vontade de representar nossa cultura, de captar a alma popular, de retratar a nossa gente. As obras não são reunidas por critério
cronológico, nem por tendências estéticas, mas por distintos temas que permitem ao público maior reflexão e melhor reconhecimento de nossa brasilidade.
De 19 de janeiro a 05 de abril 2009, no Centro Cultura Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Trecho de artigo de Afonso Romano de Santanna sobre arte hoje

"A maioria dos artistas chamados de “contemporâneos” caiu na armadilha que eles mesmos prepararam. Claro que alguns estão faturando bem os paradoxos. Há uma série de falácias em torno de certa arte em nossos dias. Primeiro, que tudo é arte, que todos são artistas. Segundo: não-arte e/ou anti-arte é igual à arte. Terceiro: negar a aura do museu e da galeria para entrar no museu e na galeria. Quarto: achar que só existe arte onde há transgressão e que transgressão por si mesma é arte. Quinto: dizer que a cópia é igual ou melhor que o original, que o original é descobrir uma coisa nova para copiar. Sexto: o efeito, o escândalo, a notícia sobre a obra é mais importante que a obra. Sétimo: a obra tem que causar “mal estar”.

Essas e outras questões fazem com que o conceito de arte, hoje totalmente vazio e indefinido, seja confundido com “pegadinha”, com “1º de abril”, com escândalo, qualquer happening e instalação. Tempos estranhos esses em que o simulacro do sujeito vale mais que o sujeito, em que o simulacro da obra vale mais do que a obra."

(Fonte: http://www.dilsonlages.com.br/cronicaviva_txt.asp?id=21)

Arte no Iraque: sucata de armas


Artistas iraquianos utilizam restos de armas para compor obras.

Isso é criar a partir da destruição.

(Foto: Reuters. Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Panorama das Artes Visuais - RN




Um panorama deveria mostrar seu objeto em perspectiva o mais amplamente possível. O Panorama das Artes Visuais – RN, exposição resultante dos diversos prêmios sob o título genérico de Prêmio Thomé Filgueira, quase chega lá. É que, não obstante a grande variedade e a bem razoável qualidade dos trabalhos exibidos, algumas ausências de gêneros ou categorias de obras impedem esta visualização completa. Refiro-me ao fato de não existirem obras em vídeo ou performance, por exemplo, que já possuem um certo espaço na produção local. Por parte da organização do Panorama, talvez tenha faltado tempo hábil para maior divulgação e estímulo à participação de artistas que atuam com estes meios. Mesmo assim, o que temos permite algumas considerações, mormente em comparação com os demais Salões abertos em 2008. Deve-se mencionar, entretanto, que o artista Ivo Maia realizou performance com os objetos de sua instalação “Mata sede”, na ocasião da abertura da exposição.
A primeira evidência, gritante, diga-se, é a de que não dispomos de espaços adequados para mostras desta natureza. O Panorama parece bem acomodado na Galeria Newton Navarro e nos terraços que ladeiam o solarium do prédio onde se instala a Fundação José Augusto, mas a sensação é a de que os ambientes parecem “emprestados” ou não suficientemente próprios para tanto. Isto já havia sido bem (ou mal) visto na montagem do II Salão Abraham Palatnik de Artes Visuais, na Biblioteca Câmara Cascudo e não é de hoje que se reclama das galerias da Capitania das Artes onde se mostram os Salões da Cidade. Aguardem-se, para amenizar este problema, o Centro Integrado de Arte, prometido pela nova administração da Capitania, ou a galeria do Departamento de Artes da UFRN, a ser incorporada às suas futuras instalações, previstas para 2010.
É também muito visível a importância que o desenho assume neste Panorama, confirmando o que entendo por uma tradição gráfica norte-rio-grandense. Para que se tenha uma idéia, os três prêmios mais importantes (Governador do Estado) foram conferidos a trabalhos de três desenhistas, a saber, Flávio Freitas, Hannah Lauria e Vicente Vitoriano. É possível cogitar-se que esta premiação deve-se ao fato de a comissão julgadora ter sido composta por três outros importantes desenhistas, ou sejam Afonso Martins, Célia Albuquerque e Fernando Gurgel. Uma análise ligeira pode mostrar, porém, que os trabalhos em desenho ou em que este meio se apresenta como fundamento são de fato bons, como se observa em Ilkes Peixoto e Leandro Garcia, ou nos gravadores Alexandre Gurgel, Clayton Marinho e Cláudio Damasceno. Vejam-se ainda os trabalhos de Águeda Ferreira, Alexandrina Viana, Conceição Oliveira e mesmo de Genildo Mateus (veja imagem de sua obra "Elas" neste post), Gilson Nascimento e Newton Avelino, que apresentam obras categorizadas como pintura. Tendo em vista esta base gráfica, podem-se acrescer também os trabalhos de Max Pereira (assemblage de dobraduras) e de Wendel Gabriel (objetos metálicos). Não por acaso, os três trabalhos de Wendel Gabriel são intitulados de “Gráfico”.
A fotografia, grande estrela dos outros salões, resume-se aos dois trabalhos de Vinícius Dantas. Ela ainda está presente, mas não como meio “principal”, nas colagens de Vicente Vitoriano e nas infografias de Marinho e Sofia Porto. Certamente, foram fotografias que originaram o tríptico “Eu e meu irmão, meu irmão e eu”, de Luiz Élson Dantas, um dos poucos trabalhos de pintura neste Panorama, ao lado dos de Jota Medeiros, Joaquim Soares, Kelton Wanderley, Laércio Eugênio, Mário Sérgio e Ricardo Cerqueira.
Uma boa seção da mostra é encontrada nos objetos realizados por Diego Medeiros, Jean Sartief e Nayara Costa. Estes artistas compõem um claro diferencial, não só pelo uso dos materiais como pela inteligente carga conceitual presente em seus trabalhos, além da interatividade comum a todos.
Veja-se.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Museu Universitário de Arte-Univ. Federal de Uberlândia

O Museu Universitário de Arte, da Universidade Federal de Uberlândia-MG, recebe, para 2009, propostas originadas de pesquisa em artes visuais, no âmbito acadêmico, e também propostas que discutam a constituição dos acervos artísticos contemporâneos.
Prazo: até 29/02/2009
Quem nos dá a notícia é Renato Palumbo, coordenador do MUNA.

Veja edital:
www.muna.ufu.br

(Uma idéia a ser seguida, no Dep. de Artes da UFRN)